Desligamento por morte de trabalhadores em regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) cresceu 71,6%, entre o primeiro trimestre de 2020 e 2021, aponta levantamento divulgado em 14 de maio pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Estes e outros dados foram divulgados no boletim Emprego em Pauta # 18, da entidade.

Em números absolutos, foram registradas 22,6 mil mortes de trabalhadores registrados neste ano, contra 13,2 mil no ano passado. A principal diferença entre os períodos em questão é a chegada da Covid-19 ao Brasil.

O Dieese, inclusive, destaca o aumento de mortes de profissionais da saúde nos 3 primeiros meses de cada ano. A morte de médicos cresceu 204%, partindo de 25 para 65. Enfermeiros, 116%, de 25 para 54.

Mas destacam-se também a morte de profissionais de educação (106,7%), de informação e comunicação (124,2%) e eletricidade e gás (142,1%).

Veja a lista de categorias mais afetadas

categorias mais afetadas dieese
Desligamentos por morte no emprego celetista | Foto: Divulgação/Dieese

Estados
Estados que tiveram crises mais agudas com o coronavírus também registraram aumento acima da média de desligamentos por morte. O Amazonas encabeça a lista, com alta de 437% em relação a 2020. Foram 114 desligamentos entre janeiro e março do ano passado contra 613 em 2021.

Mesmo estados com população mais volumosa tiveram aumentos consideráveis de mortes de trabalhadores. O aumento em São Paulo foi de 76,4%, partindo de 4.459 para 7.864.

desligamentos por estado
Desligamentos por morte de celetistas, divididas por UF | Foto: Divulgação/Dieese

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