Pesquisa PoderData mostra que 61% dos brasileiros tiveram o emprego ou sua fonte de renda prejudicada por causa da pandemia de covid-19. Outros 35% dizem não ter sido afetados. Essas proporções tiveram variação dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais em relação ao último levantamento, realizado de 3 a 5 de agosto.

A proporção dos que sofreram com os impactos da crise vem caindo gradualmente. Há 3 meses, 69% afirmavam terem sido prejudicados. Nesse período, houve redução de 8 pontos percentuais.

No mesmo período, aumentou em 9 pontos percentuais a taxa dos que não foram afetados. Passou de 26% para 35%.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. Os dados foram coletados de 17 a 19 de agosto, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 481 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Estratificação

O levantamento mostra que é alto o percentual (77%) dos desempregados e sem renda fixa que foram prejudicados por causa da pandemia. Só 16% afirmam não ter sido afetados.

O grupo é o mais beneficiado pelo auxílio emergencial. Desde o início de seu pagamento, há 4 meses, a taxa de endividados que estão desempregados e sem renda caiu 15 pontos percentuais. Era de 83%.

De acordo com o PNAD Covid-19, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em julho, 12,3 milhões de brasileiros procuravam emprego.

A realidade dos mais jovens apresentou melhora significativa em duas semanas. Passou de 83% para 61% os que afirmam ter tido o emprego ou a fonte de renda prejudicada –queda de 22 pontos percentuais. Também nesse grupo, passou de 16% para 35% os que não se sentiram afetados –alta de 19 pontos percentuais.

Os que mais sentiram impacto na fonte de renda nas últimas duas semanas foram:

  • mulheres – 62%;
  • pessoas de 25 a 44 anos – 72% (+8 p.p.);
  • moradores da região Norte – 71% (+6 p.p.);
  • os que têm só o ensino fundamental 56% (+7 p.p.);
  • sem renda fixa – 77%.

Os que não se sentiram afetados pela pandemia foram:

  • homens – 35%;
  • pessoas de 60 anos ou mais – 55% (+7 p.p.);
  • moradores da região Sudeste – 36%;
  • moradores da região Nordeste – 36% (+9 p.p);
  • os que têm ensino superior – 42%;
  • os que recebem mais de 10 salários – 65%.

O levantamento realizado de 17 a 19 de agosto mostra ainda que 54% dos brasileiros deixaram de pagar alguma conta no último mês por causa da pandemia de covid-19. Os que conseguiram manter os débitos em dia correspondem a 42% da população.

Além disso, nas últimas duas semanas, 46% dos brasileiros disseram ter saído de casa para trabalhar. O percentual teve variação negativa no limite da margem de erro desde o último levantamento (realizado de 3 a 5 de agosto), quando 50% fizeram essa afirmação.

Os que não precisaram sair de casa foram 50%. A proporção seguiu estável em relação ao verificado há duas semanas (47%). (Fonte: Poder360)

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