CUT, Força, UGT, Nova Central, CTB, CSB e CGTB realizaram na manhã desta terça (19), em frente ao Banco Central, em São Paulo, ato contra os juros altos. A manifestação unitária mostrou o descontentamento geral do sindicalismo com a política econômica do governo. O protesto ocorre na data em que o Copom se reúne e pode aumentar a taxa básica de juros (Selic), hoje em 14,25%.

O centro das falas foi combater o juro alto, retomar o investimento público e sanear a Petrobras. “Já temos os juros mais altos do mundo e a inflação não cai. Ao contrário, o juro alto torna a vida mais cara e faz a inflação subir”, diz Canindé Pegado, secretário-geral da UGT. Para Miguel Torres, presidente da CNTM-Força, “o remédio do juro alto está matando o paciente”. E sugere: “O próximo protesto deve ser em frente à Anvisa”.

Desemprego - Para os sindicalistas, uma das consequências dos juros extorsivos é mais desemprego. Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, afirma: “Podemos chegar ao final do ano com desemprego de 15%. Antes, as indústrias demitiam. Agora, estão fechando”.

Várias falas destacaram a importância da unidade das Centrais, mas também de uma ação articulada com o setor produtivo. Para Wagner Gomes, secretário-geral da CTB, “o empresariado do setor produtivo precisa reagir contra as altas nos juros e o encarecimento do crédito”. Ele diz: “Sem dinheiro e com o crédito caro, a pessoa não compra e isso gera um efeito negativo em toda a cadeia produtiva”.

Serviços - Lineu Mazano, presidente da Feesp - Federação dos Sindicatos de Servidores Públicos no Estado de SP (UGT), lembra que o pagamento da dívida retira dinheiro dos serviços públicos. “E serviço público de má qualidade é outra pena que o governo impõe ao cidadão”, ressalta.

Os sindicalistas deixaram claro que o ato de hoje foi um evento de dirigentes. Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT, ao mencionar que o setor automotivo está 50% parado, conclamou o movimento sindical a reforçar sua unidade e ampliar os protestos. “Temos de mostrar forças, porque, se não, o governo vai continuar ouvindo apenas os banqueiros”, ele alerta. (Fonte: Agência Sindical)

Nós apoiamos

Nossos parceiros