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Desde o início da atual legislatura, 66 deputados federais trocaram de partido na Câmara dos Deputados. Desse total, 20 mudanças ocorreram durante a janela partidária, que se encerra em 3 de abril.

Levantamento junto a lideranças partidárias indica que entre 28 e 32 parlamentares ainda podem oficializar a migração para novas siglas até o fim do prazo.

Mesmo com essa projeção, o volume de trocas deve ficar abaixo do registrado em legislaturas anteriores. Caso se confirme um total de até 98 mudanças, o número ainda será inferior ao observado em 2022 e 2018, quando 161 e 168 deputados, respectivamente, mudaram de legenda.

Quem mudou de partido
Entre as alterações já confirmadas durante a janela estão Amaro Neto (Republicanos-ES para PP-ES), Cezinha de Madureira (PSD-SP para PL-SP), Coronel Assis (União-MT para PL-MT), Delegado Palumbo (MDB-SP para Podemos-SP), Diego Coronel (PSD-BA para Republicanos-BA), Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT para PSD-MT), Felipe Becari (União-SP para Podemos-SP), Jeferson Rodrigues (Republicanos-GO para PSDB-GO) e Juarez Costa (MDB-MT para Republicanos-MT).

Também trocaram de sigla os deputados Kim Kataguiri (União-SP para Missão-SP), Magda Mofatto (PRD-GO para PL-GO), Nicoletti (União-RR para PL-RR), Padovani (União-PR para PL-PR), Raimundo Costa (Podemos-BA para PSD-BA), Sargento Fahur (PSD-PR para PL-PR), Saullo Vianna (União-AM para MDB-AM), Vanderlan Alves (Republicanos-CE para Solidariedade-CE), Vicentinho Júnior (PP-TO para PSDB-TO), Vinicius Carvalho (Republicanos-SP para PL-SP) e Vitor Lippi (PSDB-SP para PSD-SP).

Quem ganhou e quem perdeu
Até o momento, o PL é o principal beneficiado, com seis novos filiados. Na sequência, PSD e Republicanos registram três adesões cada, enquanto Podemos e PSDB receberam dois parlamentares cada. PP, MDB, Solidariedade e Missão somam uma filiação cada no período.

No movimento inverso, o União Brasil lidera as perdas, com sete saídas. MDB e PSD aparecem na sequência, com três baixas cada, seguidos pelo Republicanos, com duas. Também registraram perdas PP, Podemos, PSDB e PRD, com uma saída cada.

No geral, as mudanças ocorrem no campo da direita e centro direita sendo interpretadas como parte da estratégia dos parlamentares para ampliar as chances de reeleição, seja por meio de melhor acesso ao financiamento de campanha, seja pelo alinhamento a candidaturas ao executivo estadual e nacional.

A movimentação reflete o reposicionamento em torno da disputa presidencial de 2026, especialmente diante da avaliação positiva, entre aliados, da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Bancadas na Câmara: mudanças desde o início da legislatura em 2023

Bancadas

Eleita

Atual

Variação

PT-PCdoB-PV

81

80

-1

PSOL-REDE

14

15

1

PL

99

94

-5

PDT

17

17

0

PSB

14

16

2

Novo

3

5

2

Missão

0

1

1

União Brasil

59

52

-7

PP

47

49

2

PSD

42

47

5

Republicanos

40

42

2

MDB

42

40

-2

PSDB-Cidadania

18

20

2

Podemos

18

17

-1

Avante

7

8

1

Solidariedade

7

6

-1

PRD

5

4

-1

Total

513

513 

 -

*Bancada atual na Câmara. Janela partidária encerra no dia 03/04

**Fonte: DIAP

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