Em nota pública, as entidades CTB e Fitmetal expressam apoio aos metalúrgicos de Taubaté (SP) em razão do fechamento de 2 importantes fábricas no município, a da Ford, em janeiro, e agora a da LG, que vai encerrar “sua divisão de smartphone”, está na nota.

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Fábrica da LG em Taubaté, em greve desde o dia 26 de março; 400 funcionários integram o setor de produção de celulares da marca | Reprodução/TV Vanguarda/Divulgação

“Dos mil trabalhadores da empresa na cidade, cerca de 400 atuam na área de telefones celulares”, acrescentam as entidades na nota.

Em razão disso, os trabalhadores da LG em Taubaté aprovaram greve por tempo indeterminado, nesta segunda-feira (12), após rejeitarem proposta de indenização pelo encerramento da produção na fábrica da cidade. A decisão foi tomada em assembleia nas portas da unidade.

“Nesse sentido, a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e a Fitmetal (Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil) manifestam todo apoio aos trabalhadores de Taubaté que foram direta ou indiretamente prejudicados. Reiteramos também nossa solidariedade ao Sindmetau (Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté), ao qual nos colocamos à disposição para somar esforços nessa batalha”.

Eis a íntegra da NOTA DA CTB E DA FITMETAL

“Todo apoio aos metalúrgicos de Taubaté

É com grande preocupação que vemos a crise da indústria nacional se abater ainda com mais força em Taubaté (SP). Apenas nestes primeiros meses de 2021, esse importante polo industrial na região do Vale do Paraíba se deparou com o fechamento de duas de suas fábricas mais importantes.

Em janeiro, a Ford, tradicional montadora norte-americana, anunciou o fechamento de suas três unidades no País, incluindo a de Taubaté, responsável pela produção de motores e transmissões. Só essa planta empregava aproximadamente 830 metalúrgicos.

Agora, no último dia 5 de abril, a multinacional sul-coreana LG divulgou o encerramento de sua divisão de smartphone, que também conta com uma fábrica em Taubaté. Dos mil trabalhadores da empresa na cidade, cerca de 400 atuam na área de telefones celulares.

Nos dois casos, haverá efeitos negativos em cascata, pois há empresas que serviam majoritariamente – quando não exclusivamente – à Ford e LG. Sem a demanda convencional, essas fornecedoras tendem a demitir em massa e, no limite, a fechar, agravando o quadro econômico e social de Taubaté.

Essa crise é fruto não apenas do abandono das políticas industriais no País. É também reflexo da ofensiva ultraliberal impulsionada pela nefasta operação Lava Jato, pelo golpe de 2016 contra a presidenta Dilma Rousseff e a democracia, além do crescente entreguismo do governo federal sob a gestão Jair Bolsonaro. A tudo isso se somou a pandemia de Covid-19, agravada pelo descaso bolsonarista.

É momento de unir os trabalhadores e outros setores para defender a indústria nacional e a economia brasileira, os trabalhadores e, em especial, a categoria metalúrgica. É preciso empreender esforços unitários para reverter a crise, manter o emprego e a renda, derrubar Bolsonaro e proteger a vida de todos os brasileiros.

Nesse sentido, a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e a Fitmetal (Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil) manifestam todo apoio aos trabalhadores de Taubaté que foram direta ou indiretamente prejudicados. Reiteramos também nossa solidariedade ao Sindmetau (Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté), ao qual nos colocamos à disposição para somar esforços nessa batalha.

Adilson Araújo, presidente da CTB
Marcelino da Rocha, presidente da Fitmetal”

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