O calendário eleitoral teve a vai ter nesta semana definições relevantes para o pleito de outubro, até domingo (5), quando expira o prazo para que os partidos definam seus processos internos, a fim de participar do certame. Nesta quinta-feira (2), 2 lances fortaleceram a candidatura do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) ao Palácio do Planalto.

eleicoes 07 2018

O 1º foi o fato de a senadora Ana Amélia (PP-RS) ter afirmado que aceita ser vice do tucano, mas condicionou a decisão a ajustes no palanque no seu estado, o Rio Grande do Sul. Ela foi convidada pessoalmente por Alckmin, na quarta-feira (1º), em encontro na sua residência.

O 2º, uma semana depois de anunciar publicamente o apoio ao presidenciável tucano, o DEM aprovou por aclamação a aliança com o PSDB durante convenção nacional realizada nesta quinta, em Brasília. O ex-governador participou do evento ao lado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que até a semana passada era pré-candidato da sigla ao  Planalto.

Outro lance desta quinta foi o anúncio da Rede Sustentabilidade e o Partido Verde (PV) que acertaram a indicação do ex-deputado Eduardo Jorge (PV) como candidato a vice-presidente da República na chapa de Marina Silva (Rede).

Ex-integrante do PT, assim como Marina Silva, Eduardo Jorge se candidatou ao Palácio do Planalto em 2014 pelo PV. No 2º turno daquele ano, apoiou Aécio Neves (PSDB).

O Partido Humanista da Solidariedade (PHS), que tem 4 deputados, decidiu, por aclamação, nesta quinta, durante convenção nacional da legenda, apoiar o candidato Henrique Meirelles (MDB) na disputa ao Palácio do Planalto. A convenção foi realizada na sede nacional do PHS em Brasília e contou com a presença do ex-ministro da Fazenda. Meirelles teve sua candidatura oficializada nesta quinta, em convenção nacional do MDB.

Esquerda
Na quarta, o PCdoB oficializou a candidatura da deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) à Presidência da República, em convenção nacional realizada em Brasília. E o PSB, também em convenção nacional realizada em Brasília, na quarta, decidiu que ficará neutro na disputa presidencial. Os socialistas haviam anunciado que poderiam trilhar 1 dos 3 caminhos: apoio ao PT ou a Ciro Gomes (PDT) ou a neutralidade.

A decisão foi flagrantemente influenciada pelo PT, que não queria que o PSB se alinhasse ao pedetista, a fim de isolá-lo na corrida presidencial. Para isto fez 2 movimentos, cujos desdobramentos começam a aparecer. Retirou a candidatura de Marília Arraes (PT) ao governo de Pernambuco, o que facilitaria, em muito, a vida do governador Paulo Câmara (PSB), candidato à reeleição.

A decisão foi muito criticada pelos militantes do PT no estado de PE, que impôs grave revés à cúpula do partido. Por 230 votos, num total de 251, 20 contrários e 1 abstenção, delegados da legenda decidiram manter a candidatura de Marília Arraes ao governo do estado. A convenção foi marcada por grande tensão e xingamentos ao senador Humberto Costa (PT-PE), muito criticado e chamado de golpista pelos militantes. A decisão final caberá ao diretório nacional do PT.

E, em Minas Gerais, o PSB retirou a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), ao Palácio da Liberdade. Lacerda disse que vai respeitar a decisão do partido.

Convenções partidárias
Entre sábado (4) e domingo (5), os partidos vão realizar convenções partidárias, a fim de formalizar as candidaturas às eleições de outubro.

No sábado, o PSDB oficializa a candidatura de Alckmin à Presidência. E o PR deve confirmar apoio à candidatura do tucano.

O MDB pode oficializar a candidatura de Henrique Meirelles. O PT, a do ex-presidente Lula. O Novo oficializa João Amoedo. O Rede, Marina Silva. E o Podemos, o senador Álvaro Dias (PR).

No domingo, o PSB faz sua convenção e poderá confirmar a posição de neutralidade. E, finalmente, a Convenção Nacional do PRTB vai oficializar a candidatura de Levy Fidélix à Presidência. Será eleição com muitos candidatos, como aconteceu em 1989.

O declínio de Aécio Neves
Alvejado pela Lava Jato, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou nesta quinta que concorrerá à vaga de deputado federal nas eleições deste ano. O anúncio foi feito por nota em que ele afirma que a decisão “não foi fácil”.

Ainda de acordo com o tucano, nos últimos meses ele analisou as possibilidades de concorrer e sobre como poderia contribuir para melhorar a situação de Minas. Ele citou o candidato do PSDB ao governo de Minas, Antônio Anastasia, ao dizer que lhe comunicou da decisão de não concorrer ao Senado, mesmo com pesquisas de intenção de voto o colocando entre os mais votados, perdendo apenas para a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

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