A Frente Parlamentar Mista da Engenharia e Desenvolvimento lançada no dia 22/11 pelo Congresso Nacional reuniu parlamentares, profissionais da área e entidades que representam o setor. O objetivo é aglutinar esforços que ajudem na retomada do crescimento e aumento dos investimentos produtivos no País.

A criação da Frente, que vem sendo articulada pelo engenheiro e deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL), desde meados de 2016, já conta com mais de 200 adesões no Legislativo. Entre as entidades que apoiam a iniciativa, destaque para a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE). A Agência Sindical conversou com o presidente da entidade, Murilo Celso de Campos Pinheiro.

“É um passo importante na luta pela retomada do desenvolvimento. Quando se fala em crescimento, tudo está relacionado com a engenharia. Com a frente, teremos voz também dentro do parlamento, onde poderemos debater as propostas visando destravar a economia de forma mais ampla e efetiva”, avalia o dirigente.

Murilo diz que a frente parlamentar também pode potencializar as atividades do movimento “Engenharia Unida”, lançado pela FNE e que engloba diversas organizações ligadas ao setor – desde entidades sindicais, empresariais a faculdades de engenharia.

“Lançamos essa iniciativa para unir os profissionais e as entidades que os representam, as empresas e escolas em torno dessa bandeira. A Frente pode ser nossa voz no Legislativo, incentivando esse debate”, diz.

Segundo o sindicalista, a Frente atuará com a finalidade de buscar soluções práticas, levando em conta as atribuições do Parlamento, para os gargalos que o País enfrenta.

“Queremos encontrar formas de acelerar a adoção de medidas que possam garantir a retomada de um ciclo de expansão econômica que viabilize empregos, renda e melhoria da infraestrutura. E nisso a frente parlamentar pode nos ajudar muito”, observa.

“Quando se fala em engenharia, a questão que se coloca é o progresso. Por isso, queremos discutir a retomada do crescimento, do desenvolvimento”, destaca.

Murilo Pinheiro comenta ainda que o envolvimento de empreiteiras em escândalos de corrupção afetou fortemente o mercado de trabalho no setor. “Achamos que as pessoas que fizeram alguma coisa devem pagar, mas empresas que desenvolveram um grande Know-how precisam ser preservadas”.

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