O diretor administrativo da Itaipu Binacional, Edésio Passos, morreu na manhã desta terça-feira (9), aos 77 anos de idade, vítima de ataque cardíaco, em Florianópolis (SC). Passos, que começou sua carreira na Itaipu como conselheiro, exercia a atual função desde 2005. Foi um dos mais importantes advogados trabalhistas do Brasil.

Foto: Arquivo
Edesio Passos

Ele deixa a mulher, Cleoci, e quatro filhos: Ana Beatriz, André, Estevão e Valquíria. O velório vai ser nesta quarta-feira (10), das 8h às 15h, na sala Esmeralda da Capela Vaticano, em Curitiba, na Rua Desembargador Hugo Simas, 26 – São Francisco.

Em seguida, o corpo será trasladado para o crematório de Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba.

A diretoria e os funcionários do DIAP, entidade que Passos era membro do corpo técnico, rendem homenagens e prestam solidariedade à família e aos amigos desse combatente do bom combate que foi Edésio Passos.

O diretor técnico do DIAP, Ulisses Riedel recebeu a notícia da morte de Edésio Passos com tristeza. “Ah! Que pena! [Era] uma das pessoas mais brilhantes, preparadas e combativas que conheci. Honesto, digno. Foi uma honra muito grande tê-lo no corpo técnico do DIAP”, comentou. “Era mais que um companheiro, amigo, era um irmão”, lembrou. “Teve um papel importante na Constituinte. Foi uma ‘coluna básica’ do trabalho do DIAP na Constituinte”. “Foi um privilégio conviver com ele no trabalho que realizamos” no período da Constituinte.

"Edésio, além de um grande jurista, foi um humanista e um grande lutador social. Seu legado em defesa da classe trabalhadora sempre será lembrado", destacou Antônio Augusto, diretor de Documentação do DIAP.

Quem foi
Natural de Tomazina, interior do Paraná, nasceu em abril de 1939. Advogado trabalhista militante, passos também era jornalista. Ele ajudou na consolidação do Sindicato dos Jornalistas do Paraná, fazendo parte da diretoria eleita em 1961 — no mesmo ano em que concluiu o curso de Direito.

Com a queda do governo João Goulart, em 1964, passou a atuar na resistência ao regime militar. Participou dos grupos Ação Popular (AP) e Ação Popular Marxista-Leninista. De 1971 a 1974, foi preso três vezes, torturado e perseguido. Em 1978, voltou a ser preso, desta vez acusado de promover atividades políticas na Escola Oficina, de Curitiba.

Um ano depois, Edésio Passos fundou a Associação dos Advogados Trabalhistas do Brasil. No ano seguinte, ajudou na fundação do PT e foi secretário-geral do partido no Paraná até 1982. No mesmo ano, foi o primeiro candidato a governador do partido no estado.

Também disputou a prefeitura de Curitiba, em 1985, e uma vaga à Câmara dos Deputados, em 1986. Foi eleito deputado federal pelo PT, em 1990. Prestou assessoria jurídica a sindicatos e federações de trabalhadores.

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