A Confederação Brasileiras dos Aposentados e Pensionistas (Cobap) e os Sindicatos que congregam a categoria no âmbito da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Força Sindical denunciam, em nota conjunta, que foram excluídos pelo governo dos debates do fórum técnico da Previdência.

As negociações em torno da proposta de reforma da Previdência ocorrerão no Fórum sobre as Políticas de Emprego, Trabalho, Renda e Previdência Social. Ontem (8), começaram em Brasília as reuniões que analisarão os sete pontos propostos pelo governo. No primeiro encontro, entrou em pauta a idade mínima para as mulheres e o financiamento da Previdência rural.

A Agência Sindical conversou com Sindicatos da UGT e Força. “Temos propostas que podem melhorar a Previdência, outras formas de administração que podem melhorar o desempenho atual”, afirma Carlos Ortiz, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi).

Ele argumenta que - embora a reforma será direcionada aos trabalhadores hoje na ativa - a expertise desenvolvida sobre o assunto pelas entidades específicas da categoria pode ser bem aproveitada.

O presidente do Sindiapi/UGT, Natal Léo, reclamou que a discussão não pode se restringir às Centrais, setor produtivo e governo. “Existem particularidades técnicas da legislação com as quais lidamos todo dia. Uma reforma, sem nos ouvir, corre o risco de gerar mais dificuldades para o trabalhador quando ele sair da ativa, como revisões de aposentadorias”, afirma.

Cronograma
O fórum técnico irá debater os sete pontos apresentados pelo governo para a reforma. Entre eles, demografia e idade média das aposentadorias e diferença de regras entre mulheres e homens. De acordo com o cronograma divulgado pelo governo, os debates seguem até 8 de abril.

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