O atual líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ) foi reconduzido ao cargo, na tarde desta quarta-feira (17). Ele obteve 37 votos e seu oponente, o deputado Hugo Motta (PB) recebeu 30 votos.

picciani

A vitória do deputado fluminense foi a vitória do governo, que atuou para elegê-lo. A derrota de Hugo Motta representa mais que uma derrota do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Representa seu paulatino e cadenciado enfraquecimento.

A disputa significava, portanto, mais do que a presença do partido na instituição e seus reflexos na condução cotidiana da Câmara dos Deputados.

Vitorioso, Picciani representa alguma estabilidade para o governo diante de sua combalida base de sustentação no processo de impeachment da presidente Dilma. Se Hugo Mota tivesse vencido significaria que Cunha estaria forte e o governo “cortaria um dobrado” para se livrar da “espada sobre o cutelo de Dilma”.

Picciani disse que “vai continuar os trabalhos de diálogo na bancada”. Ele negou que tenha havido "influência do governo na sua eleição” e que, no momento da convocação para analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, ele vai "contemplar todas as correntes do PMDB nas indicações para compor a comissão que analisará a questão”.

Comissão especial do impeachment
A importância da eleição do líder do PDMB tem como pano de fundo a escolha dos membros que comporão a comissão especial que vai analisar o pedido de impedimento da presidente Dilma.

O partido de maior bancada na Câmara, com 67 deputados poderá indicar à comissão especial do impeachment oito membros, que será composta por 65 deputados e igual número de suplentes.

Sob o comando de Picciani, o partido deverá indicar nomes majoritariamente contrários à abertura do processo contra Dilma, cujo mentor e articulador é o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Para além do impeachment, o PMDB sob a liderança de Picciani é mais interessante para o governo porque tende a chancelar as demandas do Planalto na Casa.

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