Policiais federais podem entrar em greve na semana que vem

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A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), que congrega os sindicatos estaduais da categoria, aprovou nesta quarta-feira (2), indicativo de greve geral dos policiais federais.

As ações concretas ainda serão definidas pelos estados na semana que vem, mas devem incluir operações padrão nas fronteiras, aeroportos e portos.

A greve inclui agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal, ficando de fora os delegados e peritos.

A Fenapef pede a saída do atual diretor geral da corporação, Leandro Daiello, além de reestruturação salarial e de carreira.

Os policiais afirmaram que negociaram por quase três anos com o governo, mas não tiveram resposta oficial até 31 de julho. A categoria está desde 2006 com salário congelado.

Funcionários do Banco Central

Os funcionários do Banco Central (BC) devem decidir nesta quinta-feira (2) à tarde se entram em greve, por reajuste salarial de 23%.

As nove regionais do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) devem votar em assembleias programadas para as 14h proposta de paralisação para a primeira quinzena de agosto.

Segundo o Sinal, uma paralisação dos funcionários do BC poderia prejudicar diretamente, entre outras atividades, o andamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Carlinhos Cachoeira, por "estancar o fornecimento das informações de inúmeros pedidos oficiais dos Tribunais de Justiça e das CPIs do Congresso Nacional."

Os 23% de reajuste na remuneração cobririam perdas com a inflação desde 2008, segundo dirigentes do Sinal.

A reportagem entrou em contato, por telefone, com a assessoria de imprensa do BC, mas não encontrou ninguém para comentar o assunto. (Com Valor Econômico)

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