Impacto da queda de juros nos planos de previdência privada aberta

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Em entrevista concedida ao site do CVG de São Paulo, Keyton Pedreira, diretor executivo da Nunes e Grossi, faz uma análise dos efeitos da queda de juros para o segmento de previdência privada.

Segundo Pedreira, os clientes precisarão tomar cuidado na hora da simulação e contratação de um novo plano, pois a taxa de juros reais (descontada a inflação) projetada, atualmente já está abaixo de 3% ao ano, e por esta razão, uma simulação que utilize um percentual maior do que 6% ao ano será totalmente ilusória em planos de renda fixa.

O executivo indica que para compensar a redução da taxa de juros e atingir a reserva ou benefício originalmente estipulado como meta, o cliente terá que aumentar sua contribuição mensal, postergar a data de aposentadoria ou então correr um risco maior, buscando investir em planos que possuam renda variável.

De acordo com o especialista, as seguradoras também precisarão reduzir as taxas de gestão financeira nos planos de renda fixa, principalmente em planos que pratiquem taxas acima de 2% ao ano.

Pedreira afirma que nestes casos, os clientes poderão ter prejuízo com o investimento, uma vez que a inflação e a taxa irão anular ou até causar perdas em termos reais. (Fonte: Monitor Mercantil)

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