Perfil Socio-Econômico do Novo Senado
O novo Senado Federal, com uma renovação de 45%, traz duas importantes mudanças. Além de mais governista, também estará mais à esquerda do espectro político. Continuará com a forte presença de ex-governadores, mas muitos deles da nova geração de gestores públicos, entre os quais Aécio Neves (PSDB/MG) e Eduardo Braga (PMDB/AM). Ideologicamente será menos liberal e menos conservador que o atual.
Em termos de profissão, o Senado continuará liderado por profissionais liberais, seguidos de empresários. São 35 profissionais liberais divididos entre advogados (12), economistas (5), engenheiro (4) e médico (4), além de 27 empresários. O universo de assalariados se limita a 16, sendo professores (7), servidores públicos, incluindo o promotor de justiça (6), bancário (1), metalúrgico (1) e técnico em telecomunicações (1). Além destes, existem, ainda, dois bispos evangélico e um estudante.
A distribuição de profissões por partido, conforme tabela abaixo, indica o perfil sócio-econômico das bancadas. Os partidos situados politicamente do centro à direita do espectro político possuem mais empresários e profissionais liberais em suas bancadas do que os partidos à esquerda. O PMDB, por exemplo, possui oito empresários em sua bancada; seguido do DEM e PTB, com quadro cada; do DEM, com três; e do PR, PP e PDT, com dois cada.