Notas para os deputados de São Paulo

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As notas podem nos ajudar nas escolhas que faremos no dia 7 de outubro, reelegendo os “nota alta” ou elegendo candidatos que as merecerão em votações futuras.

João Guilherme Vargas Netto*

Vou trazer para os (e)leitores um exemplo de bom serviço sindical que nos ajuda na escolha (embora não exclusivamente) de candidatos legislativos nas próximas eleições.

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Trata-se da publicação pela Federação dos Professores de São Paulo (Fepesp) das notas dadas pelo DIAP aos atuais deputados federais de São Paulo em 5 votações importantes na Câmara em questões de interesse dos professores, dos trabalhadores e da sociedade.

Como ter acesso à integralidade dos resultados? Faça como eu fiz: digite no Google Fepesp, abra e clique no campo Quem foi quem nas votações importantes.

Para dar as notas o DIAP, repetindo a metodologia clássica do “Quem foi Quem na Constituinte”, analisou 5 votações importantes e deu 2 pontos a cada voto que nos foi favorável e zero a cada voto que nos foi contrário.

As 5 votações analisadas foram:

1) PL da redução da participação da Petrobrás na exploração do pré-sal;

2) MP da reforma do ensino médio;

3) PL da terceirização irrestrita;

4) PL da deforma trabalhista; e

5) PEC do congelamento de gastos públicos.

Com estes critérios simples e definitivos os 75 deputados federais que votaram obtiveram suas notas que indicam de maneira clara suas preferências e opções.

Para aquilatar as dificuldades reeleitorais dos paulistas indico que 44 deputados tiveram nota zero e 16 ficaram abaixo da média (com 2 ou 4).

Apenas 15 tiveram boas notas e os registro elogiosamente:

- Ana Perugine (PT) 8;

- Andres Sanchez (PT) 10;

- Arlindo Chinaglia (PT) 8;

- Arnaldo Faria de Sá (PTB) 8;

- Carlos Zaratini (PT) 10;

- Flavinho (PSB) 6; Ivan Valente (PSol) 10;

- José Mentor (PT) 8;

- Luiza Erundina (PSol) 10;

- Nilto Tatto (PT) 10;

- Orlando Silva (PCdoB) 8;

- Paulo Teixeira (PT) 10;

- Valmir Prascideli (PT) 8;

- Vicente Candido (PT) 10; e

- Vicentinho (PT) 10.

Em cada uma destas 5 votações fomos derrotados na Câmara, demonstrando isolamento do campo de esquerda no Congresso.

As notas podem nos ajudar nas escolhas que faremos no dia 7 de outubro, reelegendo os “nota alta” ou elegendo candidatos que as merecerão em votações futuras.

(*) Membro do corpo técnico do Diap. Consultor de entidades sindicais de trabalhadores

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