Mobilizar ainda mais!

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Para que alcancemos nossos objetivos, de trabalho decente e uma aposentadoria digna, é preciso que nos mobilizemos ainda mais.

Paulo Pereira da Silva*

Após a aprovação na Câmara dos Deputados das terríveis propostas de reformas da Previdência e trabalhista elaboradas pelo governo, a Força Sindical e as demais centrais, que desde o anúncio das mesmas vêm lutando por mudanças nos textos originais, inclusive com paralisações e greves por todo o País em 28 de abril – o movimento mais comentado na história da internet brasileira, segundo a FGV –, decidiram que não há mais tempo a perder.

Em reunião realizada na última quinta-feira (4), na sede da CUT, com representantes de todas as centrais, ficou decidido que nesta semana um grupo de dirigentes estivesse em Brasília para dialogar com deputados e senadores sobre os temas em questão, que tramitam no Congresso, enquanto um outro grupo iria procurar os parlamentares em seus Estados para debater as propostas e firmar a posição da classe trabalhadora.

Entre os dias 15 e 19 as Centrais decidiram #Ocupar Brasília. Nesse período, trabalhadores dos mais variados setores realizarão atos no DF em um determinado dia da semana. Haverá também uma “Marcha para Brasília” e um grandioso ato na Capital Federal dia 24 de maio, para coincidir com o cronograma das votações. De acordo com o dia marcado para o ato desta ou daquela categoria, cada Sindicato deve levar, no mínimo, um ônibus repleto de trabalhadores.

Quando falamos em reformas, seja numa roupa, num sofá, num carro ou num imóvel, é porque queremos melhorá-los, torná-los mais confortáveis, bonitos, aconchegantes. Já as propostas do governo, em vez de trazer conforto e paz, trazem prejuízos incalculáveis para esta e para as futuras gerações. Um mal que, levado adiante, será irrecuperável.

Para que alcancemos nossos objetivos, de trabalho decente e uma aposentadoria digna, é preciso que nos mobilizemos ainda mais.

Precisamos mostrar ao governo e aos parlamentares aliados do governo que não abriremos mão dos nossos direitos. Precisamos encher o Brasil de protestos e demonstrar toda a nossa união. Somos trabalhadores, não cobaias de laboratório, e queremos respeito.

(*) Presidente da Força Sindical, deputado federal por São Paulo e presidente nacional do Solidariedade

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