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DIAP lança mais uma série em suas publicações*

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Celso Napolitano**

educacao politicaDepois do sucesso das séries “Quem foi quem”, “Radiografia do novo Congresso”, “’Cabeças’ do Congresso”, “Estudos técnicos” e “Estudos políticos”, o DIAP lança agora a série “Educação Política”, que consistirá na edição de cartilhas, manuais e livros para a formação da cidadania.

A idéia da série parte do pressuposto de que as escolas, os partidos, os meios de comunicação e até os movimentos sociais, especialmente no período de ofensiva neoliberal, deixaram em segundo plano a educação política.

Com isto, o conhecimento sobre valores da cidadania e sobre o que são, o que fazem e como funcionam as instituições públicas perdeu importância na formação do povo brasileiro, com prejuízos irreparáveis para o pleno exercício da cidadania.

Essa lacuna na formação política, além de criar condições para o denuncismo e a judicialização da política, deu ensejo a um ambiente de forte questionamento das instituições do Estado, liderado por forças conservadoras do país, inclusive por alguns importantes veículos de comunicação, com o propósito de retirar do povo o poder de decisão sobre os destinos da Nação.

Como não existe solução para os problemas coletivos fora da política, assim como não há cidadania sem educação política, a solução para enfrentar esse déficit de cidadania e essa campanha de deslegitimação da política passa pela educação política, em todos os espaços possíveis.

O primeiro produto que irá inaugurar a nova série, a ser lançado ainda neste mês de novembro, será uma cartilha ilustrada, que abordará a importância e a dimensão da política na vida das pessoas.

A cartilha traz conceitos, detalha princípios, estimula a cidadania, explica o papel do Estado, do governo e de suas instituições. Enfim, alerta para os direitos e deveres, além de fazer um chamamento à participação política, especialmente no primeiro setor (o governo, que tem a primazia de administrar o uso de bens públicos para fins públicos) e o terceiro setor (organizações não-governamentais, privadas sem fins lucrativos, que desempenham ações de caráter público). O segundo setor é formado pelo mercado, que representa as empresas com fins lucrativos.

Sob a forma de perguntas e respostas, a cartilha, de autoria do jornalista, analista político e diretor de Documentação do DIAP, Antônio Augusto de Queiroz, amplia e aprofunda a “Cartilha Cidadão Consciente”, também concebida e escrita por Toninho do DIAP.

O DIAP espera, com mais esta série, contribuir para uma participação qualificada e efetiva dos cidadãos no processo político, sempre com o objetivo de avançar nas conquistas políticas, econômicas, sociais e culturais do povo brasileiro em geral e da classe trabalhadora em particular.

(*) Editorial do Boletim do DIAP, de novembro de 2012
(**) Professor, é presidente do Diap

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