Aposentados irão retomar negociações de reajuste em fevereiro

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Dilma autoriza ministro a reabrir em fevereiro discussão sobre o aumento acima da inflação dos benefícios. Representantes dos aposentados consideraram positiva a decisão do governo federal de reabrir a negociação em torno do reajuste de benefícios da Previdência e ainda têm esperança de conseguir um aumento acima da inflação para pensões e aposentadorias.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Batista Inocentini, a presidente Dilma Rousseff enviou ofício à entidade dizendo que o diálogo será retomado em fevereiro.

Os segurados da Previdência querem um reajuste de 11,76% das pensões e aposentadorias com valores superiores ao salário mínimo, fixado em R$ 622. Os representantes dos aposentados tentaram incluir o aumento no orçamento do governo federal para 2012, mas foram derrotados no Congresso pelos aliados do governo. Em razão da crise internacional, Dilma defende que os benefícios sejam corrigidos em 6,3%, o que corresponde à inflação de 2011.

Negociação com o governo
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, Paulinho, deixou bem claro como pretende negociar com o governo. Paulinho disse que a conversa que pretende ter com Gilberto e Garibaldi a partir de fevereiro - o ofício foi encaminhado ao Sindicato Nacional dos Aposentados, filiado à Força Sindical - não passa apenas pelo aumento do vencimento dos aposentados.

"Eu estou cobrando do governo a promessa feita durante a campanha presidencial de Dilma Rousseff de criar uma política específica para esse setor da população", declarou. Isso passa, além do reajuste, por ações como a redução no preço dos medicamentos e outros benefícios aos aposentados.

Impacto
O deputado está disposto a negociar os limites do reajuste que ele mesmo propôs como emenda ao Orçamento de 2012. Os 11,76% de reajuste são a inflação mais 80% do PIB do ano anterior. "Podemos pensar em 70%, 60%, vamos ver o que o governo tem a dizer para nós."

Paulinho calcula que o impacto no orçamento nem é tão grande diante da multidão que será beneficiada pela medida. Segundo os cálculos, são R$ 6 bilhões de aumento nos gastos públicos para atingir 9 milhões de pessoas com potencial suficiente para acelerar o crescimento da economia.

A pressão da Força é feita ao mesmo tempo em que negocia uma parceria com o PSDB e o PSD, reforçando a independência em relação ao governo. "Somos contra essa política restritiva. Para nós, o combate à crise se faz com aumento salarial e fortalecimento do poder de compra", disse Paulinho. (Fontes: Diário de S. Paulo, Correio Braziliense e assessoria de imprensa da Força Sindical)

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