O que é  |  Quem Somos  |  Estatuto  |  Filie-se  
 
  Notícias Agência DIAP  
 
PDF Imprimir E-mail
Seg, 03 de Janeiro de 2011 - 10:46h
dilma_posseDilma, ao lado da filha, acena para o público, no dia da posse, em 1º de janeiro, na Esplanada dos Ministérios
Nos 45 minutos de discurso, após ser empossada na Presidência da República, Dilma Rousseff não conteve a emoção e chorou ao lembrar dos "companheiros e companheiras" que "tombaram" na luta contra a ditadura militar, período que a história trata como "anos de chumbo".
A primeira presidente do Brasil reservou o fim de seu pronunciamento, após elencar as prioridades de seu governo, para homenagear os brasileiros que atuaram na resistência contra o regime militar.
Por duas vezes, Dilma não conteve as lágrimas. Na primeira, quando reforçou a intenção nos quatro anos em que dirigirá o país de combater os privilégios e a corrupção na administração pública e ao fazer um apelo de união em torno de seu projeto aos partidos de oposição.
"Neste momento sou presidente de todos os brasileiros", disse já com a voz embargada quando foi obrigada a silenciar para conter as lágrimas. Diante da emoção, coube aos parlamentares da base aliada interromper o silêncio do discurso com aplausos e gritos de "Dilma, Dilma".
Da segunda vez em que não conteve as lágrimas, a presidente, já empossada, ressaltava as adversidades pelas quais passou durante o período da ditadura.
"Não tenho arrependimento, ressentimento ou rancor. Muitos de minha geração que tombaram no caminho não podem compartilhar da alegria desse momento", disse Dilma dedicando o momento em que assume o governo do país às companheiras de luta contra o autoritarismo.
Ao fim do discurso, no qual ressaltou que uma mulher não traz em si apenas a característica da coragem, mas, também, de carinho, a presidente compartilhou sua posse com a filha, o neto e com sua mãe.
Encerrado seu pronunciamento, ela deixou o plenário da Câmara da mesma forma que entrou: aplaudida de pé por todos os parlamentares a autoridades e sob a entoação pelos governistas do jingle de campanha "olê, olê, olâ, Dilma, Dilma".
A presidente abriu seu pronunciamento no Congresso com uma homenagem especial às mulheres brasileiras. Neste sentido, ela destacou a "ousadia do voto popular", que depois de levar um presidente operário á Presidência da República, dar a oportunidade a uma mulher de sucedê-lo:
- Vim honrar as mulheres, proteger os mais frágeis e governar para todos.
Ela reservou no seu pronunciamento uma homenagem especial ao vice-presidente do governo Lula, o empresário José Alencar, que luta contra o câncer. Segundo Dilma, o vice-presidente "é um exemplo de coragem" a ser perseguido por ela e seu vice, Michel Temer.
Dilma destacou que, nos seus quatro anos de mandato, travará "uma luta obstinada" pela erradicação da pobreza extrema e a garantia de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras. "Não vou descansar enquanto houver um brasileiro sem comida na mesa, famílias aos desalentos das ruas e crianças pobres abandonadas à própria sorte", disse a presidente.
Ela ressaltou que essa tarefa não é de exclusividade do governo, mas requer um pacto entre toda a sociedade brasileira. Neste sentido, Dilma Rousseff disse que o combate à miséria passa pelo crescimento econômico do país aliado à ampliação dos programas sociais.
Dilma também falou sobre a necessidade de reformas para o aperfeiçoamento da sociedade brasileira como a política e a tributária. Quanto à reforma tributária, a presidente destacou a necessidade de se acabar com entraves que impedem o desenvolvimento.
A presidente também assumiu, perante o Congresso, o compromisso de evitar a todo custo o retorno da inflação e a manutenção da estabilidade da economia. "Não permitiremos que essa praga recaia sob o tecido econômico e nossas famílias".
Outro momento em que Dilma foi obrigada a interromper seu discurso, aconteceu quando falou da atenção que dará a setores como a educação, saúde e segurança pública. Segundo ela, só com avanços na qualidade de ensino se poderá melhorar, de fato, a situação do país e prometeu a ampliação do Prouni para o ensino técnico.
Dilma Rousseff também ressaltou que acompanhará diretamente os investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS).
- Vou acompanhar pessoalmente o processo de melhoria do SUS - disse ao destacar a necessidade de a população ter acesso a um atendimento médico e hospitalar de melhor qualidade.
A ampliação da parceria entre União, estados e municípios foi lembrado pela presidente como o caminho para a redução da violência. Ela recordou a recente operação contra o tráfico no Rio de Janeiro que uniu as polícias Militar, Civil, Federal e as Forças Armadas.
A preservação ambiental é outro objetivo a ser perseguido pelo seu governo, entretanto, sem se pautar por imposições de terceiros ou acordos internacionais que impeçam o crescimento do país, afirmou a presidente. Para isso, ela lembrou a necessidade de se preservar as florestas brasileiras, em especial à Amazônia, e investir cada vez mais em matrizes energéticas limpas.
Na política internacional, Dilma Rousseff pretende pautar seu governo com uma atenção especial aos países emergentes e aos vizinhos da América do Sul. Ela também rebateu qualquer apoio a países que tenham por objetivo desenvolver a produção de energia nuclear para fins bélicos. (Fonte: Agência Brasil)

Leia aqui o discurso da presidente da República, Dilma Rousseff, durante compromisso constitucional perante o Congresso Nacional. E aqui leia o pronunciamento de Dilma à Nação no Parlatório, no Palácio do Planalto
Comentários (0)

Escreva seu Comentário
Menor | Maior

busy
 
 
PUBLICAÇÕES DO DIAP
 
O DIAP
O que é
Quem Somos
Estatuto
Filie-se
Fale conosco
Centrais sindicais
CUT
FS
UGT
NCST
CTB
CGTB
Representatividade
Ordenamento jurídico
Legislação Brasileira
Convenções da OIT
Direitos trabalhistas
Legislação trabalhista
Manual do Servidor
Perícia do Servidor
Gêneros diferentes, direitos iguais
Serviços
Cálculo de aposentadoria do INSS
Cálculo de aposentadoria do Servidor
Consulta do IR
Indicadores da Economia Brasileira
Sistema de Informação Sindicais
Tribunal de Contas da União
Clipping
 
DIAP - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar
SBS, Quadra 1, Bloco K, Ed. Seguradoras, Salas 301 a 307 - Brasília-DF - CEP 70093-900
Telefone: (61) 3225-9704 - Fax: (61) 3225-9150 - E-mail: diap@diap.org.br