Bancada da saúde perdeu em qualidade e quantidade no Congresso

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A bancada da Saúde, assim como a de educação, possui pelo menos três grupos em seu interior: o que defende a saúde pública, estatal e gratuita; outro que patrocina os interesses privados, com fins lucrativos, incluindo os planos de saúde; e um terceiro que apóia e defende as santas casas, que fazem filantropia e recebem recursos públicos. As disputas entre os três grupos são acirradas, mas um ponto os une: o aumento das verbas para a saúde.

Cada grupo possui um interesse específico. O privado, além dos donos de hospitais e de planos de saúde, que lutam para ampliar sua participação nos recursos orçamentários e evitar ressarcimento ao SUS pelo atendimento de quem possui plano de saúde, inclui o pessoal da indústria tabagista e de bebidas, que atua contra indenizações por doenças decorrentes do uso e consumo desses produtos. O filantrópico, além do aumento de recursos, também exige atualização dos repasses por atendimento, considerado muito baixo, mesmo se tratando de uma política regular de transferência de recursos.

O DIAP não elaborou uma lista com os nomes da bancada, mas constatou que a área de saúde perdeu em qualidade e quantidade, apesar de ter sido eleito o senador Humberto Costa (PT/PE), ex-ministro da Saúde do Governo Lula.

Na próxima legislatura, por exemplo, a bancada da Saúde não contará com os deputados Rafael Guerra (PSDB/MG), um dos coordenadores da Frente Parlamentar da Saúde, que desistiu de concorrer; com Coubert Martins (PMDB/BA), derrotado na tentativa de reeleição; com Jofran Frejat (PTB/DF), derrotado na disputa como vice-governador do Distrito Federal na chapa encabeçada pelo ex-senador e ex-governador Joaquim Roriz; com Alceni Guerra (DEM/PR), que não concorreu; com o Antônio Palocci (PT/SP), que também desistiu de concorrer. Também não mais irão integrar o grupo os senadores Papaléo Paes (PSDB/AP), derrotado na tentativa de reeleição, e Tião Viana (PT/AC), eleito governador de seu Estado.

Da atual bancada foram reeleitos os deputados Darcísio Perondi (PMDB/RS), um dos coordenadores da Frente Parlamentar da Saúde, Inocêncio Oliveira (PR/PE), eterno membro da Mesa Diretora da Casa; Cândido Vaccarezza (PT/SP), médico ginecologista e obstetra; e Arlindo Chinaglia (PT/SP), médico e ex-presidente da Câmara dos Deputados, entre outros.

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