Composição partidária do Senado

O Senado Federal que emergiu das urnas, do ponto de vista partidário, sofreu uma grande modificação. Os partidos de oposição, sem exceção, sofreram redução em suas bancadas, e os de situação, com exceção do PDT, que perdeu dois senadores e do PTB, que perdeu um, todos os demais partidos cresceram ou mantiveram suas bancadas.

A situação, ou base de apoio da Presidente Dilma, já considerando a posse dos eleitos e suplentes em fevereiro de 2011, crescerá em relação a do Governo Lula, passando de 50 para até 62 senadores, enquanto a oposição cairá de 31 para 19, numa redução de doze cadeiras.  O principal perdedor, entre os partidos, foi o DEM, que cairá de 14 para seis, seguido do PSDB, que reduzirá sua bancada de 14 para 10, enquanto os principais ganhadores foram o PT, que passará de nove para 14 e o PP, que subirá de um para cinco. O PMDB, o PSB, o PCdoB e o PSol ampliaram suas bancadas em um senador cada.

A situação, ou base de apoio da Presidente Dilma, cresceu em relação a do Governo Lula, passando de 50 para até 60 senadores, enquanto a oposição caiu de 31 para 21, numa redução de dez cadeiras.  O principal perdedor, entre os partidos, foi o DEM, que caiu de 14 para oito, seguido do PSDB, que reduziu sua bancada de 14 para 10, enquanto os principais ganhadores foram o PT, que passou  de nove para 15 e o PP, que subiu de um para cinco. O PMDB, o PSB, o PCdoB e o PSol ampliaram suas bancadas em um senador cada.

O PDT perderá dois senadores;  o PTB e PRB perderão um senador cada; e o PR e o PSC, manterão  suas bancadas atuais, respectivamente de quatro e um senadores cada. O PPS e o PMN, que não tinham representação, elegeram um senador cada e o PV perderá a única cadeira que tinha no Senado.

As perdas da oposição no Senado não foram apenas quantitativas, mas, principalmente, qualitativas. Das 54 vagas em disputa, a situação ocupará 44. Além disto, grandes quadros do PSDB e do DEM, que lideram o combate ao governo Lula, estarão fora da próxima legislatura.

Em que pese a eleição de nomes de peso como Aécio Neves (PSDBMG), Itamar Franco (PPS/MG) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDBSP), além da reeleição de José Agripino (DEM/RN) e Demóstenes Torres (DEM/GO), a oposição estará desfalcada de Arthur Virgílio (PSDB/AM), Tasso Jereissati (PSDB/CE), Marco Maciel (DEM/PE), Heráclito Fortes (DEM/PI), Efrain Moraes (DEM/PB), e Mão Santa (PSC/PI), que foram derrotados na tentativa de reeleição.

Também não contará, por terem sido eleitos governadores de seus Estados, com Marconi Perillo (PSDB/GO), Rosalba Ciarlini (DEM/RN) e Raimundo Colombo (DEM/SC) nem com Sérgio Guerra (PSDB/PE) e Eduardo Azeredo (PSDB/MG), eleitos deputados federais. ACM Junior (DEM/BA), que também fará falta à tropa de choque da oposição, não conseguiu eleger-se suplente de senador.

Os partidos de situação, por sua vez, ganharam em quantidade e, principalmente, em qualidade. Mesmo não contando com Aloizio Mercadante (PT/SP) e Ideli Salvatti (PT/SC), derrotados na eleição para governo de seus Estados nem com Tião Viana (PTA), eleito Governador, terão novos talentos, que ajudarão na sustentação e defesa do Governo Dilma  Rousseff.

Entre os novos, com grande potencial para exercer influência no Sendo, estarão: Jorge Viana (PT/AC), ex-governador; Eduardo Braga (PMDB/AM), ex-governador; Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), ex-líder do partido na Câmara; Walter Pinheiro (PT/BA), ex-secretario de Estado na Bahia, ex-líder do partido na Câmara  e vice-líder do Governo no Congresso; Eunício Oliveira (PMDB/CE), ex-ministro das Comunicações e ex-líder do PMDB na Câmara; José Pimentel (PT/CE), vice-líder do PT na Câmara; Rodrigo Rollemberg (PSB/DF), ex-lider do partido na Câmara; Blario Maggi (PR/MT), ex-governador; Pedro Taques (PDT/MT), ex-procurador da República; Gleisi Hoffman (PT/PR), ex-diretora da Itaipu Binacional e mulher do ministro Paulo Bernardo; Armando Monteiro (PTB/PE), ex-presidente da CNI e líder da bancada empresarial na Câmara Federal; Humberto Costa (PT/PE), ex-ministro da Saúde no Governo Lula; Wellington Dias (PT/PI), ex-governador; e Marta Suplicy (PT/SP), ex-ministra e ex-prefeita de São Paulo.

Nós apoiamos