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João Guilherme Vargas Netto*
Não tenho me cansado de ressaltar o protagonismo do movimento sindical brasileiro.
Feitas todas as contas fica evidente que, com o presidente Lula, temos conseguido enfrentar a crise, resistir em defesa dos interesses dos trabalhadores e garantir medidas benfazejas de amplo alcance econômico e social.
Esse protagonismo apóia-se em um tripé:
1) Ações coerentes e firmes de resistência e de mobilização.
Cito, por exemplo, a paralisação durante dois dias dos metalúrgicos da Bosch em Curitiba contra as demissões que a empresa pretende efetivar.
2) Ideias corretas sobre as características conjunturais da crise e propostas pertinentes sobre como enfrentá-la e institucionalizar conquistas.
Mais uma vez um só exemplo: a votação unânime na Comissão Especial da Câmara dos Deputados da redução constitucional da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salários e com aumento do valor da hora extra trabalhada.
A presença das Centrais e a disposição do movimento ficaram patentes e confirmam a possibilidade de vitória em curto prazo.
3) A unidade de ação que tem sido a menina dos olhos do movimento. Exemplo: o repúdio unânime à tentativa de golpe contra o presidente de Honduras.
As mãos dadas exigem permanente esforço e quero destacar elogiosamente o incansável trabalho realizado pelo presidente da Força Sindical, o deputado federal do PDT, Paulo Pereira da Silva.
Sem injustiça nenhuma a ninguém ele encarna hoje as virtudes potentes do movimento: ativo, lúcido, agregador.
(*) Membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo
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