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Gasolina pode cair até 30% com queda do preço do petróleo

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O preço da gasolina pode cair, se o barril de petróleo continuar na casa dos US$ 30, de acordo com a Petrobras. A informação é do diretor de Abastecimento e Refino da estatal, Paulo Roberto Costa. "Se o petróleo estacionar na casa dos US$ 30, obviamente vamos fazer uma reavaliação. Na hora em que a Petrobras entender que a cotação do barril está estável, poderá mudar o preço dos combustíveis aqui (no Brasil)", disse Costa, após participar da inauguração do Centro de Integração do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em São Gonçalo (Grande Rio). Para analistas, haveria espaço para uma queda de até 30%.

O último reajuste para a gasolina foi aplicado pela Petrobras em meados do ano passado e está vinculado ao preço de US$ 60 para o barril de petróleo. Na semana de 11 a 17 de janeiro, o preço do litro da gasolina era, em média, de R$ 2,337 em Belo Horizonte, de acordo com pesquisa no site da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

A notícia da possibilidade de redução de preço da gasolina foi recebida com um pouco de desconfiança pelo consumidor Wiliam Nascimento, que abastecia a moto em um posto do bairro Santa Efigênia. "Alta é o que é comum a gente ver. Quando o preço cai, é difícil demais a diferença chegar no bolso da gente", avalia.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro), Sergio Mattos, avalia que as oscilações de preço do combustível, depois do aumento do ano passado, devem-se à variação de preço do álcool anidro, que entra na proporção de 25% na composição da gasolina vendida ao consumidor.

Segundo o dirigente, a possibilidade anunciada pela Petrobras deve ser colocada, de fato, em prática. "O problema é saber quando e de quanto será essa redução", pondera. Mattos diz que, para voltar a cotar o preço da gasolina com base no barril de US$ 40, o Governo deverá, antes, incorporar os tributos de que abriu mão para que o aumento fosse possível em meados de 2008. Na época, os consumidores não sentiram o impacto da alta, pois o Governo reduziu a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), cobrada embutida no preço do combustível.

Caso o preço da gasolina seja regulado pela cotação de US$ 40, segundo Mattos, a queda no preço para o consumidor pode chegar a 30%.

Ele lembra, entretanto, que as decisões para aumentar ou baixar o preço da gasolina demandam intensas articulações políticas por parte do Governo, além de estarem totalmente ligadas ao consumo internacional, especialmente o norte-americano.

"Vamos ter de esperar como é que vai se comportar o consumo americano depois do início do novo Governo. É por isso que essa decisão será difícil e demorada", analisa.

De acordo com Mattos, a Petrobras já ficava descapitalizada por causa da defasagem de preço do combustível e, mesmo assim, a medida que permitiu a elevação levou mais de um ano para ser baixada.

Segundo nota divulgada pela estatal, "a Política da Petrobras para reajustes dos preços da gasolina, do diesel e do gás liquefeito de petróleo (gás doméstico de botijão) não transfere a alta volatilidade dos preços internacionais para o mercado interno no curto prazo".

A nota prossegue esclarecendo que a companhia promove reajustes de preços, para cima ou para baixo, quando se consolida um novo patamar internacional de cotações de petróleo, mantendo um alinhamento de médio prazo com os preços internacionais.

"Assim como não aumentamos os preços quando o petróleo chegou a US$ 140 por barril, também não vamos reduzir os preços enquanto o mercado apresentar volatilidade no curto prazo", detalha. (Fonte: Hoje em Dia)

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