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1ª Conferência, em clima fraterno, aprova agenda da classe trabalhadora

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O ex-líder eletricitário e ex-ministro do Trabalho, Antonio Rogério Magri, comparava as diferenças entre fazer a Conclat em 1981, "debaixo de uma ditadura" e a Conferência atual, realizada terça-feira, "com o movimento sindical unido e com um dos nossos na Presidência da República"

Foto: Claudio Omena
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O Pacaembu lotou, nesta terça-feira (1º), durante a 1º Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, convocada pelas cinco principais centrais sindicais do País - CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central e CGTB. Cerca de 30 mil militantes compareceram ao evento unitário, que destacou a luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento, com soberania, democracia e valorização do trabalho.

O sindicalista Hugo Perez, idealizador da primeira Conclat, em 1981, estava lá, vestindo a camiseta daquele encontro histórico há 29 anos. A delegação da CTB do Pará veio cantando: "É tucupi/É Tacacá/Chegou a CTB do Pará".

A ex-prefeita de São Paulo e atual deputada pelo PSB, Luiza Erundina (SP), também marcou presença, repetindo seu gesto, de 1981, daquela vez na condição de sindicalista.

O ex-líder eletricitário e ex-ministro do Trabalho, Antonio Rogério Magri, comparava as diferenças entre fazer a Conclat em 1981, "debaixo de uma ditadura" e a Conferência atual, "com o movimento sindical unido e com um dos nossos na Presidência da República".

Os metalúrgicos de Guarulhos levavam faixa lembrando que estiveram na Conclat e agora marcavam presença na Conferência.

Teve garoa, teve frio, teve chuva fina e até uma equipe do "CQC" apareceu, mas nada tirou o entusiasmo da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, na manhã de terça-feira (1º) no estádio do Pacaembu, em São Paulo.

O clima era de confraternização entre as Centrais CUT, Força, CTB, Nova Central e CGTB - e de companheirismo entre as delegações que foram se espalhando pelas arquibancadas. Nenhum incidente foi registrado, e os oradores foram se sucedendo, por entidade, cada qual mandando seu recado.

Obrigatório registrar que, ao contrário da versão que setores da mídia tentaram passar, não houve um único gesto partidário e não se viu bandeira de nenhum partido, embora parlamentares de diversas siglas circulassem pelo local.

Para o consultor sindical João Guilherme Vargas Netto, um evento como a Conferência, com tamanha dimensão, representatividade e unidade na prática, hoje, só poderia acontecer no Brasil, devido, segundo ele, a maturidade alcançada pelo movimento sindical.

E não teve política? Teve, na medida em que todos os presidentes de central - Artur, Paulinho, Wagner, Calixto e Neto - destacaram as conquistas e avanços dos últimos anos e rechaçaram qualquer possibilidade de retrocesso político no País. Também falaram representantes do Movimento dos Sem Terra (MST) e do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), indicando o caminho do avanço.

Agenda
Por volta das 13h30, os 30 mil sindicalistas, de 4.500 entidades de todo País, aprovaram por unanimidade um extenso documento de 249 itens, com seis eixos estratégicos, anteriormente discutido pelas centrais, com suporte do Dieese.

O documento é a plataforma da classe trabalhadora. Será, primeiramente, entregue a todos os candidatos a Presidente da República. Mas a agenda será enviada, também, a cada membro do Congresso Nacional.

Registro
Uma equipe da TV Aberta São Paulo registrou todo o evento e o jornalista João Franzin colheu cerca de 30 depoimentos.

O material será transformado num Câmera Aberta Sindical especial, que vai ao ar dia 9 de junho, e também será colocado à disposição das entidades interessadas. (Com Agência Sindical e Portal Vermelho)

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