Veja mais Agência DIAP

Eleições 2010: para Diap, PMDB e PT farão as maiores bancadas no Senado

Share

toninhoPor César Felício,
No Valor Econômico


O Senado em 2011 poderá ganhar uma conformação mais parecida com a Câmara, com o PMDB e o PT fazendo as maiores bancadas, seguidos por PSDB e DEM. Atualmente, os tucanos e os integrantes do DEM possuem respectivamente as segunda e terceira maiores bancadas da Casa. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve no Senado as suas maiores derrotas políticas, como o fim da cobrança da CPMF, em 2007 e o funcionamento de até três CPIs simultaneamente.

Segundo levantamento do diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto de Queiroz, das 54 vagas do Senado em jogo este ano, 14 ou 15 serão de senadores que conseguirão a reeleição, patamar idêntico ao registrado em 2002.

Nas demais cadeiras, a vantagem é dos atuais governistas. "A oposição é naturalmente prejudicada em uma disputa como essa, pela perda de interlocução que teve com o poder central há oito anos e que só será sentida agora", comentou Queiroz.

Entre os partidos situacionistas, o PMDB não tende a ter um crescimento expressivo, já que renova 14 de suas atuais 17 cadeiras e tem boa parte de sua bancada formada por suplentes. Abrindo mão da disputa por diversos governos estaduais, por orientação do próprio presidente, o PT criou espaços para avançar no Senado.

É precisamente o que ocorre em Estados do Nordeste, como Pernambuco e Ceará, ou do Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Nos Estados nordestinos, caso PT e PSB se coliguem na eleição presidencial, os petistas não devem apresentar candidato próprio ao governo estadual. Cria-se a possibilidade de eleição respectivamente do ex-prefeito do Recife João Paulo Lima e Silva, e do atual ministro da Previdência Social, José Pimentel. O primeiro ainda disputa a vaga com o ex-ministro da Saúde Humberto Costa.

No Paraná, a aliança com o atual senador Osmar Dias (PDT) abre espaço para Gleisi Hoffmann, mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, tentar o Senado. No Rio de Janeiro, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, e a ex-governadora Benedita da Silva, disputam com chances uma cadeira na chapa que apoiará a reeleição do governador Sérgio Cabral (PMDB).

No Espírito Santo, o PT deve apoiar a candidatura do vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB) e o prefeito de Vitória, o petista João Coser, é o mais provável candidato a substituir o governador Paulo Hartung (PMDB) na disputa por uma cadeira ao Senado.

Pelas contas do Diap, o PT sairia dos seus atuais 11 senadores (dois deles suplentes) para um patamar entre 13 e 15 parlamentares. Já o PMDB, atualmente com 17 integrantes do Senado, não tende a crescer. O levantamento mostra entre 14 e 16 cadeiras para o partido. Queiroz não arrisca prognósticos sobre a segunda vaga ao Senado em diversos estados, mas a chance do partido reduzir a bancada é mínima.

Em pelo menos três estados sem previsão do levantamento há fortes candidatos peemedebistas: No Mato Grosso do Sul, o deputado federal Waldemir Moka; em Tocantins, o ex-governador Marcelo Miranda e no Sergipe, o deputado federal Jackson Barreto. Em Goiás, o diretor do Diap acredita na possível candidatura ao Senado do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Também é cotada para a vaga, caso Meirelles não entre na disputa, a deputada federal Íris Araújo (PMDB).

Para Queiroz, os atuais comandantes da bancada peemedebista tendem a reeleger-se. Renan Calheiros ampliou suas possibilidades em Alagoas ao conseguir deslocar para a disputa pelo governo estadual o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT). Romero Jucá não tem competidores fortes em Roraima. Já Valdir Raupp deverá ser o segundo mais votado em Rondônia. O presidente da Casa, senador José Sarney (AP), conta com mais quatro anos de mandato.

O panorama é adverso para a oposição. Na avaliação de Queiroz, dos principais senadores oposicionistas que buscam um novo mandato, apenas três - Heráclito Fortes (DEM-PI), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) - estão em situação relativamente confortável. Já Arthur Virgilio (PSDB-AM), Sergio Guerra (PSDB-PE), José Agripino Maia (DEM-RN) e Marco Maciel (DEM-PE) enfrentam ao mesmo tempo os governos federal e estadual e contam com adversários fortes.

Pelo levantamento, o PSDB pode cair de 14 senadores para um patamar entre 9 e 10 e o DEM, que conta com bancada idêntica à dos tucanos, para algo entre 8 ou 9. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), tende a tornar-se o parlamentar mais votado no campo oposicionista, se concretizar a sua candidatura ao Senado. Mas terá que se esforçar para garantir a maior votação em Minas, caso o vice-presidente José Alencar (PRB) seja candidato.

No levantamento feito por Queiroz, não há apostas sobre a segunda vaga na Bahia e no Maranhão. De acordo com o diretor, trata-se de estados que reúnem duas características que tornam o quadro obscuro: há a presença de suplentes, ACM Júnior (DEM-BA) e Mauro Fecury (PMDB-MA) que, em tese, teriam dificuldade para renovar o mandato, e não há polarização na disputa estadual, o que retarda as composições para o Senado. Na Bahia, PMDB e PT tendem a apresentar candidaturas separadas para o governo. No Maranhão, a divisão é entre a governadora Roseana Sarney (PMDB) e o deputado federal Flavio Dino (PCdoB).

Confirmada esta projeção, o atual líder nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), iria encontrar-se em situação semelhante à de Lula em 2003, logo depois de ter sido eleito para o seu primeiro mandato como presidente da República: a de ter de lidar com um Senado potencialmente hostil.

Em caso de vitória da virtual candidata petista, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a presidente precisaria aplainar as divisões internas do PMDB e do próprio PT para garantir trânsito na Casa.

Os dois partidos protagonizaram a última disputa da Mesa Diretora em 2009. Os desdobramentos da guerra entre José Sarney e o senador Tião Viana (AC) alimentaram uma onda de denúncias que paralisou o Senado.

Agenda Política

Leia o que foi deliberado nesta semana pelos colegiados temáticos
Veja o que poderá ser deliberado nesta semana pelos colegiados temáticos
Leia o que foi deliberado nesta semana pelos colegiados temáticos
Veja o que poderá ser deliberado nesta semana pelos colegiados temáticos
Leia o que foi deliberado nesta semana pelos colegiados temáticos
Veja o que poderá ser deliberado nesta semana pelos colegiados temáticos
Veja o que poderá ser deliberado nesta semana pelos colegiados temáticos
Agenda completa

Notícias

Veja mais notícias

Publicações do Diap

  1. Estudos Políticos
  2. Quem foi Quem
  3. Estudos Técnicos
  4. Cabeças do CN
  5. Educação Política
Veja mais publicações

Canal Diap

Acessar o canal

Nós apoiamos

Nossos parceiros