O que é  |  Quem Somos  |  Estatuto  |  Filie-se     
 
  Início Agência DIAP   Mapa do Site
 
 
Menu Principal
Serviços
Dilma: crise financeira mostrou que só o mercado não pode mais reinar PDF Imprimir E-mail
Agência DIAP
Dom, 07 de Fevereiro de 2010 09:18

Por Roger Pereira,
No Invertia (Terra)

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República, não poupou críticas aos governos anteriores em sua passagem por Curitiba, onde participou de reunião sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com os prefeitos do Paraná.

Comparando a postura sobre a crise financeira que assolou o mercado internacional em 2009, ela valorizou a posição do Estado e afirmou que "só o mercado não pode mais reinar".

À noite, Dilma é convidada de honra da festa de posse do novo presidente estadual do PT, deputado Enio Verri.

A comparação entre o Governo Lula e o Governo de Fernando Henrique Cardoso já foi declarada pelo PT como uma das principais estratégias da campanha de Dilma. Ao comentar a prioridade do PT pelo fortalecimento do Estado, Dilma criticou os que defendem que o mercado se resolve sozinho, e disse que foi o Estado forte que fez o Brasil sofrer menos com a crise econômica mundial.

"Uma das coisas que ficaram muito claras da crise, que quase causou uma catástrofe no sistema financeiro internacional foi que não é possível mais aquele fundamentalismo de que o Estado acabou e que agora reina tranquilamente só o mercado. A forma como governo Lula enfrentou essa crise é o melhor exemplo disso, com os bancos públicos e o BNDES resolvendo o problema da falta de crédito internacional", disse.

Ao responder sobre o pedido dos prefeitos paranaense para a inclusão de obras de reconstrução das cidades atingidas por enchentes no PAC 2, Dilma culpou a falta de política habitacional nos governos anteriores pelo grande número de desabrigados por conta das chuvas.

"As obras emergenciais serão contempladas com medidas provisórias. O PAC é para obras estruturais. Para a prevenção de catástrofes, estão programadas obras de drenagem e o Minha Casa, Minha Vida, porque ninguém foi morar em área de risco porque quis, e sim porque nunca houve política habitacional nesse País", disse.

"No passado, quando havia crise, o governo cruzava os braços. E o que acontecia, o empresário passava por enormes dificuldades, o trabalhador passava por enormes dificuldades, o País passava por enormes dificuldades. Porque o Estado ao invés de ser uma alavanca para sair da crise, ao invés de ser uma parte da solução, era uma parte do problema, porque o Estado quebrava", afirmou.

Dilma não quis comentar sobre a vitória de Michel Temer na convenção do PMDB e sua possível indicação como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pela ministra.

"Eu não ponho a carroça na frente dos bois. Essa questão terá de ser discutida nos partidos. Eu não posso sair discutindo sobre vice, por respeito ao PT. Só depois que o PT realizar seu congresso, tirar seu pré-candidato é que poderemos avançar um pouquinho nisso, mas nem tanto como alguns estão querendo", disse.

Comentários (0)

Escreva seu Comentário
Menor | Maior

busy
 
 
 
 
DIAP - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar
SBS, Quadra 1, Bloco K, Ed. Seguradoras, Salas 301 a 307 - Brasília-DF - CEP 70093-900
Telefone: (61) 3225-9704 - Fax: (61) 3225-9150 - E-mail: diap@diap.org.br