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Mobilização: reaquecimento da economia provoca volta das greves PDF Imprimir E-mail
Agência DIAP
Dom, 20 de Setembro de 2009 22:34

A recuperação do emprego, juros em queda e o reaquecimento da economia estão impulsionando os sindicalistas a buscar aumento real de salário. Com isso, as greves estão de volta

A retomada do crescimento econômico está estimulando as mobilizações e greves de categorias que têm data-base no segundo semestre.

A recuperação do emprego, juros em queda e o reaquecimento da economia estão impulsionando os sindicalistas a buscar aumento real de salário. Com isso, as greves estão de volta.

Os 65 mil metalúrgicos das autopeças e dos grupos que não receberam contraproposta patronal, no ABC, pararam na sexta-feira (18).

Os 3.500 trabalhadores da montadora Volks, de Curitiba, estão em greve há 16 dias.

Já os servidores da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) estão realizando uma greve nacional desde quarta-feira (16).

Cerca de 70% dos 116 mil trabalhadores estão parados. O Comando Nacional dos Bancários indicou greve a partir do dia 24.

Algumas categorias profissionais já conseguiram índices que estão encorajando o movimento sindical brasileiro.

Os 5 mil metalúrgicos da Renault de São José dos Pinhais, Grande Curitiba, conseguiram um reajuste de 8,62% (perdas inflacionárias mais 4% de aumento real) e abono de R$ 2 mil, setembro.

Em Campinas, os trabalhadores da Toyota e da Honda conquistaram 10% de reajuste: 4,44% das perdas salariais mais 5,32% de aumento real.

As montadoras do ABC paulista deram reajuste de 6,53% (2% de aumento real) e um abono de R$ 1.500.

Como o segundo semestre reúne as categorias mais organizadas - metalúrgicos, bancários, carteiros, químicos - o ambiente é propício para os trabalhadores arrancarem dos patrões bons acordos salariais.

Os metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, referência para o movimento sindical, têm data-base em 1º de novembro e já estão em campanha salarial.

Na próxima sexta-feira (25), eles programaram um grande ato de mobilização no canteiro central da avenida Nações Unidas, em frente à MWM Motores.

Além de aumento real, os metalúrgicos põem a redução da jornada para 40 horas como bandeira de luta da campanha. (Fontes: Vermelho e Agência Sindical)

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