Veja mais Agência DIAP

Aposentados e pensionistas deverão optar entre bônus e reajuste

Share

O ministro da Previdência, José Pimentel disse, na última quarta-feira (19), em São Paulo, que serão os aposentados que irão escolher a forma de aumento a partir de janeiro do ano que vem.

"O aumento real para 2010 pode ser um índice de reajuste ou um abono. As centrais é que vão escolher", comentou.

A reunião sobre o aumento do INSS estava prevista para hoje. Mas a CUT (Central Única dos Trabalhadores), após negociar com as outras centrais, pediu ao Governo mais tempo para discutir com suas bases.

Agora, a reunião deverá ocorrer na próxima segunda-feira (24).

Pimentel disse ainda que serão as centrais que definirão se o abono será pago de uma vez só ou em parcelas.

Antes, o Governo já havia confirmado que estudava dar um reajuste real (acima da inflação) para os aposentados que ganham mais que o mínimo em 2010.

A proposta do abono deverá significar, em dinheiro, mais que o aumento real para ser atrativa - mas, como será por um tempo determinado, o bônus não será incorporado ao benefício do aposentado.

A jogada do Governo é deixar a discussão da recuperação das perdas das aposentadorias na comparação com o salário mínimo - maior bandeira dos sindicatos - para o próximo presidente, em 2011.

"O próximo governante é quem vai estabelecer uma negociação de política de aumento real", disse Pimentel.

Força Sindical, CUT e Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas) queriam que o Governo negociasse um aumento real permanente para as aposentadorias.

Em troca, como já pediu o Governo, aceitariam abrir mão de projetos que reajustam os benefícios e acabam com o fator previdenciário.

Sem perdas
"Não existe proposta de recuperação do poder de compra porque, desde 1995, o INPC (inflação) foi integralmente repassado às aposentadorias", comentou Pimentel, que diz estar preocupado com a mudança na forma de cálculo dos benefícios, em análise no Congresso.

Hoje, as aposentadorias são calculadas com base nas 80% melhores contribuições desde julho de 1994.

As centrais sindicais querem que sejam usadas as 70% melhores - aumentando o número de salários altos.

O projeto que acaba com o fator previdenciário, que já passou no Senado, muda o cálculo para a média das 36 últimas contribuições.

"Isso é um erro gravíssimo. Na minha opinião, essa regra é o ‘PAC das elites', porque permite que o homem rico e a mulher rica programem a sua aposentadoria, aumentando a contribuição no final".

O ministro disse que uma mudança na regra do fator 85/95, que prevê o uso das 80% melhores contribuições, pode diminuir o reajuste.

"Se aumentar o custo da concessão, o ganho real será menor. Uma coisa depende da outra", disse. (Fonte: Jornal Agora)

Agenda Política

Representantes da centrais debatem a reforma com relator da matéria
Reunião marcada para as 10h, na residência oficial do presidente do Senado
Esta vai ser a 1º audiência pública realiza pela comissão especial
Seminário de lançamento, com mais de 200 parlamentares, na quarta (8)
Comissão mista do Congresso poderá debater parecer favorável do relator
Comissão mista do Congresso pode votar parecer favorável do relator
Comissão mista do Congresso poderá ser instada nesta quarta-feira (8)
Agenda completa

Notícias

Veja mais notícias

Publicações do Diap

  1. Estudos Políticos
  2. Quem foi Quem
  3. Estudos Técnicos
  4. Cabeças do CN
  5. Educação Política
Veja mais publicações

Canal Diap

Acessar o canal

Nós apoiamos

Nossos parceiros