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Aposentados dizem que Governo não cumpriu acordo com segmento

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A pedido das centrais sindicais, a reunião entre entidades, Governo e federações de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que estava agendada para terça-feira (18), acabou não ocorrendo.

Os aposentados que ganham acima do salário mínimo consideram que o Governo quebrou a promessa de apresentar um percentual de reajuste acima da inflação para a categoria.

O prazo combinado ia até sábado passado (15). Agora, eles ameaçam deixar de lado a negociação com o Governo e voltar a pressionar pela votação no Congresso dos projetos de lei que preveem a recomposição das perdas nos benefícios.

Dirigentes da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) e das federações nos estados estiveram com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para renovar os termos do acordo.

Segundo Robson Bittencourt, presidente da Federação dos Aposentados e Pensionistas de Minas Gerais (Faap-MG), Temer teria se comprometido a conversar ele próprio com o ministro da Previdência, José Pimentel, e com o líder do Governo na Câmara, Henrique Fontana.

"Ele vai exigir que o Governo apresente uma proposta de reajuste mais concreta para os aposentados e explicar que a categoria não aceita a retirada dos projetos da pauta como pré-condição para fechar o acordo", afirma.

Caso o Governo não se posicione na nova reunião, marcada para segunda-feira (24), o PL 1/07 pode voltar a ser discutido na reunião de líderes, na quarta-feira (26).

Nesta quarta-feira, os aposentados vão às ruas pressionar pela aprovação do reajuste das aposentadorias.

Em Belo Horizonte, representantes de entidades pretendem apresentar na Praça Sete, no Centro, a lista dos nomes dos deputados que, segundo eles, estão contrários à causa dos aposentados brasileiros.

Em Jundiaí (São Paulo), cidade onde foi instalada a primeira agência da Previdência Social no país, há 85 anos, as entidades prometem reunir em protesto 5 mil aposentados.

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP), informou ontem que o adiamento ocorreu pela falta de consulta às bases das representações.

"O Governo impôs o arquivamento prévio dos projetos que mudam a concessão dos benefícios", afirma.

"Deveria consultar as bases".

Essa teria sido uma condição imposta na reunião da semana passada pelos ministros da Previdência e da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Dulci, para que fosse apresentada a proposta do Governo sobre o índice de reajuste real.

Na mesa de discussões, as entidades representativas dos aposentados têm defendido pelo menos 3% de reajuste real que, somados à inflação projetada para 2009, representaria uma correção total em torno de 7% nos valores finais das aposentadorias e pensões superiores ao salário mínimo.

Cerca de oito milhões de pessoas serão beneficiadas com a decisão.

O Governo quer, em troca disso, que as entidades concordem em enterrar quatro projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados e já passaram pelo Senado. (Fonte: Blog O outro lado da notícia, com agências)

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